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Trump tentou demitir chefe de investigação sobre Rússia

O presidente, que nega a acusação, teria dado a ordem em junho de 2017, mas o conselheiro da Casa Branca Don McGahn se opôs à decisão, sob o argumento de que ela provocaria um "efeito catastrófico" na presidência de Trump.

Após McGahn ameaçar pedir demissão, Trump recuou da decisão, afirmou o jornal, citando quatro fontes diferentes. O Washington Post também confirmou a notícia, citando fontes anônimas.

"Nós nos recusamos a comentar a respeito do escritório do Conselho Especial e seu processo", afirmou o advogado de Trump, Ty Cobb.

Em agosto, Trump disse a jornalistas que não havia considerado demitir Mueller. "Não cheguei a pensar nisso. Andei lendo sobre isso através de vocês", afirmou o presidente.

Segundo o New York Times, Trump acusou Mueller de três conflitos de interesse que, na sua opinião, desqualificariam o procurador de levar adiante as investigações sobre o envolvimento da Rússia.

Primeiramente, Mueller teria encerrado sua filiação a um clube de golfe de propriedade de Trump após uma disputa envolvendo taxas. Além disso, o procurador teria trabalhado para o escritório de advocacia que havia representando anteriormente o genro do presidente, Jared Kushner.

Mueller teria ainda sido entrevistado para retornar ao cargo de diretor do FBI (a polícia federal americana) antes de ser designado como procurador especial.

No dia anterior à divulgação da reportagem, Trump afirmou pela primeira vez que estaria disposto a cooperar com as investigações de Mueller. "Adoraria fazê-lo", afirmou o presidente a repórteres na Casa Branca. "Testemunharia sob juramento, sem dúvidas."

Nesta sexta-feira, Trump tentou desqualificar a reportagem e disse se tratarem de "típicas notícias falsas do New York Times", segundo afirmou a repórteres ao chegar ao Fórum Econômico Mundial em Davos.